quinta-feira, 6 de março de 2014

O cristão e a política

O cristão e a política
Talvez você já tenha ouvido esta frase algumas vezes ou lido em alguns lugares, e no atual momento, esteja enfadado ou descrente. Confesso que o que você vai ler é uma visão pessoal, um entendimento, não um tratado teológico que tem o propósito de justificar nossas ações, mas tem o objetivo de levar-nos a reflexão.
Temos escutado também, que “nos últimos 30 anos, o brasileiro não soube votar” e que seu voto costuma ser dado a políticos que são populistas e pouco compromissados com os interesses públicos. Todavia, permita-me fugir por hora deste assunto, pois meu desejo agora é refletir sobre o comportamento do Corpo de Cristo e a qualidade do nosso envolvimento em relação às responsabilidades que nos foram delegadas pela a autoridade da nossa Constituição e pelo dever moral que as Escrituras Sagradas nos orientam: a nossa partição no destino do nosso país.
Nos últimos 20 anos, temos aumentado nossa participação política de forma mais efetiva, buscando a defesa dos nossos direitos como cidadão e como uma classe religiosa representada, uma identidade. Buscamos mais informação e orientação para tomarmos decisões que contribuem para o destino de nosso município, do nosso Estado e do nosso País. Confesso que, com as opções que nos são apresentadas, às vezes este processo é enfadonho e desestimulante...
Mas é neste ponto que eu quero construir exatamente meu pensamento e cito Stott para desenvolver meu raciocínio:
“... É o uso da palavra “político” que faz piscar as luzinhas vermelhas de advertência na mente de muitos evangélicos... Sempre que a igreja (ou qualquer ramo desta) se envolve com a política pode-se esperar uma onda de protesto, tanto de dentro, por parte de seus membros, quanto de fora. “A igreja não deve se meter com política”, brada o povo. Religião e política não se misturam. ”¹
Temos vivido um frenesi em nosso meio. Dados do IBGE apontam para um crescimento significativo do nosso segmento religioso nos dois últimos censos neste período, somos mais de 50 milhões de fiéis. E este crescimento tem contribuído para sermos bajulados por vários segmentos da nossa sociedade: Mídia (eventos gospel em empresa de comunicação secular), organizações econômicas (bancos que lançaram cartões de crédito específico para nosso segmento), igrejas (com i minúsculo) proselitistas que lutam por membros despercebidos de outras denominações, pelos políticos oportunistas e etc. com o objetivo de nos usar para seus projetos de lucro e poder. Isto acaba criando uma resistência a qualquer coisa que parta do meio secular em nossa direção. Principalmente quando está vindo referido da política.
Para ilustrar cito um caso em que eu soube, porque foi alardeado pela mídia impressa, de um político candidato a governador que “aceitou a Cristo em um congresso evangélico e a noite tomou um banho com ervas em um culto de orixás em um templo umbandista”! Tal vergonhosa postura alimenta uma insatisfação, animosidade e má vontade com esta classe. Se já não bastasse o que cotidianamente presenciamos com os desmandos e exemplos de alguns homens públicos.  Tal fato nos desanima e nos deixa confusos, admito. Porém e nosso o dever moral em nos preocuparmos com os destinos de nosso país e é um dever cristão também.
Quero citar que este ocorrido não pode nos desanimar ou nos fazer abandonar o desejo de transformar esta nação. Pois sabemos que existem homens e mulheres cristãos e seculares que realmente se importam com a coisa pública, com o bem público e com a sociedade. Nós não podemos deixar de participar, nós não devemos nos deixar iludir. Devemos insistir.
A política é um processo social através do qual o poder coletivo é gerado, organizado e distribuído para população. E através dos tempos recentes é o sistema que mais tem sido adequado para nos proteger. O preço que se deve pagar para aperfeiçoa-la é relativamente pesado. Principalmente porque o preço não está na utilização de moedas, mas de participação.
Thomas Jefferson, estadista estadunidense do Século XVIII cunhou uma frase que ilustra como a ausência da participação política prejudica a todos: “quando as pessoas de bom caráter se omitem, o mal triunfa”! Ele nos ensina que, seja por qual motivo for deixarmos de lado as nossas responsabilidades morais com a sociedade, certamente vamos sofrer por isso. Mas ele apresenta uma solução para o tal mal: “O preço da liberdade é a eterna vigilância”. Aqui ele nos ensina que, se queremos nos manter como homens e mulheres com liberdades políticas e civis e religiosas (pois é ele já lutava por isso no tempo dele), deveriam atentar para prontidão e a participação política.
Winston Churchill, (estadista britânico do séc. XX) possuía uma frase paradoxal, mas verdadeira: "A democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras que têm sido tentadas de tempos em tempos." Com esta frase, ele queria nos dizer que apesar de termos decepções e frustrações no sistema democrático, ainda assim é melhor do que termos um governo totalitário, ditador e opressor como nos ilustra a passagem de Juízes 7, e onde fundamento meu pensamento final:
Certo dia as árvores saíram para ungir um rei para si. Disseram à oliveira: Seja o nosso rei! A oliveira, porém, respondeu: Deveria eu renunciar ao meu azeite, com o qual se presta honra aos deuses e aos homens, para dominar sobre as árvores?
Então as árvores disseram à figueira: Venha ser o nosso rei! A figueira, porém, respondeu: Deveria eu renunciar ao meu fruto saboroso e doce, para dominar sobre as árvores?
Depois as árvores disseram à videira: Venha ser o nosso rei! A videira, porém, respondeu: Deveria eu renunciar ao meu vinho, que alegra os deuses e os homens, para ter domínio sobre as árvores?
Finalmente todas as árvores disseram ao espinheiro: Venha ser o nosso rei! O espinheiro disse às árvores: Se querem realmente ungir-me rei sobre vocês, venham abrigar-se à minha sombra; do contrário, sairá fogo do espinheiro e consumirá até os cedros do Líbano! 
Juízes 9:8-15 – NVI
A passagem bíblica que lemos anteriormente nos ilustra uma escolha equivocada, com base na omissão e desleixo do povo hebreu. Este texto da palavra nos dá uma dimensão exata do que ocorre quando os filhos de Deus não têm discernimento e abrem mão da sua legitimidade para governar. Quando nós não assumimos o lugar que por direito deveríamos assumir, ou deixamos de colocar pessoas capacitadas ou comprometidas com o povo, sempre haverá quem ocupe este lugar para oprimir, para roubar ou para fazer o quiser.
Se quisermos ser uma igreja prevalecente para influenciar e gerar uma nação santa, não podemos nos omitir e abrir mão daquilo a que somos chamados. As pessoas desta terra não precisam e não querem que Espinheiros estejam governando. O Espinheiro é o governante corrupto, autoritário, mercenário e vendido, que não conhece a Cristo e que busca somente seus próprios interesses.
Se não tomarmos uma atitude e não nos posicionarmos, as pessoas buscarão alguém que as governem. Deixando os espinheiros governar sobre elas, quando deveriam estar sendo cuidadas por pessoas que temessem ao nosso Senhor, deixamos de amá-las e atentamos contra nós mesmos.
“... Cada cristão em particular precisa ser politicamente ativo no sentido de, como cidadão consciente, votar nas eleições, manter-se informado sobre assuntos contemporâneos, participar de debates públicos, talvez escrever para um jornal, influenciar políticos e participar de demonstrações. Além disso, alguns indivíduos são chamados por Deus para dedicar sua vida ao serviço político, seja no governo local, seja a nível nacional... ²”.

Precisamos de homens e mulheres na presidência da nossa nação e em outros segmentos do governo que sejam verdadeiros líderes tementes a Deus. Que a partir daí governe para o povo e sirva o povo.

Renato Vargens: O que penso sobre os Blocos evangélicos no Carnava...

Renato Vargens: O que penso sobre os Blocos evangélicos no Carnava...:

Pr. Renato boa tarde.

Entendo suas colocações e não discordo das suas posições de preocupação em essência. Mas, o sr. perdeu a oportunidade de conhecer um trabalho que vem sendo realizado ao longo de alguns anos que proporciona bons frutos, e que é sempre realizado no mesmo dia, no mesmo horário, com o mesmo propósito e com o mesmo "samba enrredo" (que na verdade é o plano da salvação exposto em forma de samba para servir de palavras iniciais para evangelização), que é realizado no carnaval pela igreja ao qual pertenço, na Avenida Rio branco toda terça deste evento satânico.

Logo após o término da nossa apresentação, que inclui pregação ao ar livre em um determinado intervalo e evangelismo paralelo, a dispersão é de fato e em média em uma hora, com todos os participantes deste momento evangelístico já a caminho de suas casas. E pelo que pude perceber, não vejo ninguém dando vazão à carne para aproveitar a ocasião.

Pessoalmente, acredito que não se deva nunca deixar de evangelizar. E a essência da igreja que eu pertenço é esta: evangelizar em tempo e fora de tempo. Não somente isto, mas tratá-los, discipulá-los e mostrar o que a bíblia fala sobre pecado, redenção e salvação para o nativo ou o estrangeiro (yes, we talk inglish). E olha que não é somente falar, mas pegar telefone e endereço para entrar em contato após esta data (quando não é possível trazê-los para junto de nós para acompanhá-los, encaminhamo-os para uma igreja evangélica mais próxima da sua casa).

Das seis almas que consegui expor o evangelho e o plano da salvação em uma hora de evento, três oraram aceitando a ₢risto, uma "voltou" para Jesus (filha de pastora evangélico. Já tivemos a oportundade de proporcionar a reconcialiação de vários desviados) e dois deliberadamente o negaram!

Pois bem, se eu entendo que o evangelho deve ser exposto a todo o tempo com a Palavra, testemunho e ação, não vejo o por quê de não fazê-lo em datas expecíficas. Também penso que o diabo não tira férias e se concentre somente em disseminar seu terror em regiões que celebrem carnaval, mas, tam se faça representar em retiros por exemplo, como o senhor já sabe.

Longe de querer polemizar, não advogo em nome da igreja que pertenço e nem rejeito as pessoas que não fazem este tipo evangelismo. Mas vejo pessoas vazias, longe e perdidas, que necessirtam ser expostas ao evangelho. Pois o dia da salvação se chama HOJE!

Jorge Marcos